19 de março de 2026

Luanda - Angola



Miradouro da Lua
Luanda, a capital de Angola, é uma cidade portuária repleta de história. Com clima tropical, belas praias e diversos marcos importantes para a memória angolana, prepare-se para se surpreender com muita cultura, construções arquitetônicas marcantes e natureza exuberante.

Um dos lugares mais incríveis que conheci foi o Miradouro da Lua. Tem uma paisagem muito diferente, com uma formação rochosa única (de falésias), baobás e o mar ao fundo. Lindíssimo! Além da vista sensacional, o local é bem estruturado para receber turistas.

Mercado de Artesanatos
Outro ponto turístico bem conhecido é o Mercado de Artesanatos, onde é possível encontrar roupas, acessórios, esculturas em madeira e artefatos de palha. Uma dica que eu gostaria que tivessem me contado antes: antes de perguntar o preço de algum item, já comunique se você vai pagar no cartão. Eles costumam cobrar taxas ao pagar desta maneira, ou seja, o preço muda. Isso pode gerar um pouco de confusão para um brasileiro, porque além deles terem o costume de negociar o preço, o valor do produto pode variar de acordo com o tipo de pagamento. Se quiser um preço melhor, leve moeda em espécie.

Vale a pena também conhecer o Museu Nacional da Escravatura, uma instituição cultural em memória do período da escravidão. Tem diversos artefatos do período da escravidão, além de painéis explicativos. Espaço super importante para entender um pouco da história de Angola.

Fortaleza de São Miguel
A Fortaleza de São Miguel também é um espaço bastante significativo para o país. Construída no século XVI, o espaço possui um museu com artefatos históricos e acesso para a área da muralha. Além da parte cultural, há uma bela vista panorâmica da Baía de Luanda, local repleto de edifícios importantes da cidade, como o Banco Nacional e o Centro de Ciência.

Vista da Fortaleza - Baía de Luanda

Mussulo
Em relação à beleza natural, gostei muito da Ilha do Mussulo. A poucos minutos de lancha de Luanda, a ilha tem uma praia linda, que me lembrou Carneiros, em Pernambuco. Fiquei em um restaurante como ponto de apoio, acredito que tenham várias opções na ilha. Foi um dos pontos altos de Luanda!

E falando em praia, não deixe de conhecer a Ilha de Luanda, uma região da capital com praias e restaurantes. Acabei ficando só um tempinho por lá, mas parece ser ótimo para passar o dia.

Recomendo realizar os passeios com a Luzaya Tour. Foram super pontuais e me deram toda a assistência necessária. O passeio do dia todo (city tour + Mussulo) é uma média de 500 reais.
Luanda é uma cidade com alguns problemas e contradições, mas as paisagens são únicas e as pessoas são muito gentis. Vale muito a pena incluir no seu roteiro!

Ilha de Luanda
- Quantos dias ficar:
Se puder ficar apenas nesta cidade, recomendo pelo menos três dias. Mas se for possível, fique mais tempo para explorar outras cidades angolanas. Uma possibilidade é fazer um safári no Parque Nacional da Quiçama. Eu acabei não fazendo para não ficar cansativo, mas se você tiver tempo, parece ser interessante.

- Onde ficar: Sugiro ficar hospedado próximo dos pontos turísticos do centro, na região da Baía de Luanda.

- Transporte: Transporte públicos não são recomendados para turistas, então eu não cheguei a testar. Recomendo que utilize transfer e contrate passeios.

- Como chegar: Existem dois aeroportos na capital: o Aeroporto Quatro de Fevereiro (normalmente, para quem já está em Angola ou países próximos) e o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (de onde chegam a maioria dos voos internacionais).

- Moeda: a moeda local é kwanza. Eu usei apenas cartão de débito internacional e cartão de crédito, mas acredito que seja possível negociar diretamente em dólares também, caso queira levar moeda em espécie. Mas o cartão resolve super bem.

- Locais: não deixe de conhecer o Miradouro da Lua, o Museu Nacional da Escravatura e Ilha do Mussulo e Ilha de Luanda e a Fortaleza de São Miguel.

Museu da Escravatura
- Cuidados: Transitar nas áreas turísticas durante o dia parece ser tranquilo, mas recomendo contratar passeios para aproveitar melhor o dia.

- Culinária: A comida é muito boa, super temperada. Não deixe de provar o mufete! Parece simples, mas é um prato maravilhoso, com peixe, banana, mandioca, feijão e um vinagrete que só eles sabem preparar.

- Preços: Luanda é uma cidade cara. O portal Terra divulgou, inclusive, como a mais cara do mundo. As hospedagens começam a partir de 600 reais para duas pessoas. As refeições sempre passam de 100 reais (por pessoa, sem bebidas). Os passeios das agências começam a partir de 400 reais… Enfim. Precisa preparar o bolso, mas vale super a pena!

22 de maio de 2019

Santiago - Chile

[Post atualizado em 2026]

Gosta de vinhos, boa gastronomia, arte e arquitetura? Então prepare-se para se deparar com uma das capitais mais espetaculares da América Latina!


Plaza de Armas




Jardim do Museu São Francisco
O centro da capital é um museu a céu aberto e merece ser apreciado demoradamente.

Bairro Paris-Londres
Um dos locais que recomendo é o Museo San Francisco, que fica ao lado de uma das igrejas mais famosas da cidade: a Igreja São Francisco, considerada um marco arquitetônico. Além de conhecer as pinturas do local, desfrute do jardim do museu! É super bonito. Indispensável para quem gosta de arquitetura colonial. 
Próximo da igreja, está a pequena região conhecida como Paris-Londres. Quando fui para Santiago pela primeira vez, esta região era lindíssima, mas hoje em dia tornou-se um local abandonado, infelizmente.

Palácio de la Moneda
Não deixe de conhecer o Palácio de La Moneda, onde está o gabinete da presidência do Chile. Em dias intercalados, pela manhã, ocorre a troca de guarda, evento solene com banda militar. Você também pode conhecer o palácio por dentro, reservando uma visita (gratuita) guiada aqui. Acabei não me programando para isso, mas talvez seja interessante. Para mim, mais atrativo que a troca de guarda foi o Centro Cultural La Moneda, repleto de exposições e atividades artísticas. Veja a agenda e programe-se!

A algumas quadras do palácio, está o Mercado Central. Na minha primeira visita, acabei me empolgando com as empanadas famosas do Empório Zunino (que fica do lado de fora do mercado) e, obviamente, não consegui almoçar. Mas voltei outro dia para almoçar e realmente vale a pena (optei por uma paila marina, que é um ensopado com lula, peixe, mariscos...). As opções são diversas, mas a especialidade são os frutos do mar! É possível encontrar até empanada de marisco (recomendo!).

Museu de Arte Pré-colombiana
Além das inúmeras opções gastronômicas, caminhar pelo centro é um deleite para quem gosta de arquitetura. Até o prédio da Bolsa de Comércio é lindo! Ainda na região, não deixe de passar pela Plaza de Armas (primeira foto do post), onde estão a Catedral Metropolitana e o Museu Nacional. Santiago tem diversos museus, mas um dos meus favoritos foi o Museu de Arte Pré-colombiana, que tem um acervo belíssimo e de suma importância para a arte chilena.

Não deixe de conhecer também o Museu de Bellas Artes! Tive a sorte de pegar exposições ótimas, mas - independente da agenda - conhecer o museu belas artes é sempre uma boa pedida em qualquer cidade, né? No mesmo dia, você pode conhecer o Parque Forestal (um dos principais) e o pequeno bairro Lastarria, que é um dos lugares mais lindos que conheci na capital! O local reúne ótimos restaurantes, bares ao ar livre, artistas de rua e uma feira de artesanato - ou seja, tem uma movimentação cultural maravilhosa. Dá para aproveitar uma noite inteira lá, facilmente!

Lastarria

Cerro Santa Lucía




Outro ponto turístico da região (entre Bellas Artes e Lastarria) é o Cerro Santa Lucía, um parque super arborizado, cujo mirante oferece uma vista linda da cidade e dos Andes. Vale muito a pena! O local é super bem cuidado e a paisagem é imperdível (basta subir alguns degraus para aproveitar a paisagem). A entrada é gratuita.

Quase em frente da entrada do parque, está a Feira de Artesanatos Santa Lucía, ótima pedida para quem quer comprar lembrancinhas.

Cerro San Cristóbal
Há também o Cerro San Cristóbal, que faz parte do Parque Metropolitano e fica no bairro Bellavista. Recomendo subir de funicular (uma espécie de bonde) e descer de teleférico, que oferece uma vista sensacional. Fui nas minhas duas visitas à Santiago, esse passeio é incrível!


Teleférico do Cerro San Cristóbal
No topo, é possível aproveitar diversos pontos de vista panorâmica. Lindo demais! Você também pode tomar um Mote con Huesillos (bebida típica, com grãos de trigo e pêssego) ou subir alguns degraus para conhecer o Santuário Imaculada Conceição. A visita ao cerro é imperdível.
Atenção! Ao voltar de teleférico, a descida é na rua Pedro de Valdívia (ou seja, não é do mesmo lado do bonde/ ônibus). O metrô mais próximo fica a 25 minutos de caminhada, no bairro Providencia. Dentro do parque, também é possível conhecer o Jardim Botânico, Jardim Japonês e Zoológico (que é a parada intermediária do funicular) - eu optei por passar o tempo no cerro, mas você pode conciliar esses outros passeios no mesmo dia. Clicando aqui, você pode ver todas as tarifas do parque.


La Chascona
Próximo de lá, está a casa do poeta Pablo Neruda, chamada de La Chascona! Eu sempre gostei do Pablo Neruda, mas não esperava que a visita fosse tão cativante. Para mim, superou as expectativas. Dá para sentir a história e a poesia pulsando, é demais! Eu separei uma tarde para isso: fui na casa no início da tarde e, de lá, emendei a subida ao San Cristóbal. No mesmo dia, você pode aproveitar para conhecer o bairro de Bellavista, que é repleto de bares, galerias de arte e restaurantes (como o famoso "Como Agua para Chocolate"). Alguns deles, estão localizados na vila gastronômica "Patio Bellavista", que é famosa entre os turistas. Particularmente, não vejo muita graça em vila gastronômica quando estou viajando (até porque essas vilas tem exatamente o mesmo layout em qualquer cidade), mas tem quem goste. Além de aproveitar os bares, é um ótimo local para experimentar o cachorro-quente chileno, que leva abacate amassado ("palta"). Uma delícia!


Museu Violeta Parra
Há uns 10 minutos de caminhada de Lastarria ou da Bellavista, está o museu da cantora e compositora Violeta Parra! O lugar lindo e o acervo é muito interessante. A entrada é gratuita, mas é possível deixar uma contribuição. Também destaco o Museu da Memória e Direitos HumanosFica na frente do Parque Quinta Normal (já dá para aproveitar e conhecer). É um pouco mais afastado do centro, mas super fácil de chegar de metrô (a estação tem o mesmo nome do parque).

Uma coisa que não poderia deixar de comentar são as vinícolas! Os vinhos chilenos são mundialmente famosos e, para mim, são divinos. Conheci a Concha y Toro e a visita é excelente! É possível ver os Andes, enquanto você passeia por lá e prova um vinho! Sensacional. O valor de entrada inclui o passeio guiado que acompanha uma degustação de três rótulos. A vinícola é linda e o restaurante é super legal! Nem tinha programado e acabei ficando para almoçar. Existem diversos tipos de visitas e você deve reservar antecipadamente. Eu peguei o tour básico (recomendado para a primeira visita), mas não vejo a hora de voltar e fazer o tour com o sommelier. 
Para chegar por conta, basta ir até a estação de metrô Las Mercedes (programe-se, pois é distante), sair pela Av. Concha y Toro e chamar um carro por aplicativo. Fica muito mais barato do que contratar o tour por agência de viagens. E o melhor, tive autonomia para ficar o tempo que quis e ainda almoçar no restaurante deles, que é ótimo!

Conheci também a Viña Undurragacuja visita também deve ser reservada pelo site. A visita é super legal, começa com um passeio guiado (no qual é também possível avistar os Andes) e termina com a degustação de quatro rótulos. A vinícola é menor e parece mais familiar, o que possibilita um tour menos "turístico", comparado à Concha y Toro. Uma pena não ter restaurante! Mas aproveitei para dar mais uma caminhada sozinha pela vinícola, depois da visita. Eu adoro ter essa liberdade de horário! Também é super fácil de ir por conta, basta um metrô e um ônibus.
Para isso, vá até a estação central (o metrô é Estación Central mesmo). Ao desembarcar, siga as indicações para o Terminal San Borja, que fica ao lado da estação. Para isso, siga pelo corredor central (que é um centro comercial) e suba a escada rolante. Ao chegar no terminal de ônibus, basta pegar a linha Tagalante (autopista), próximo da plataforma 79-81. Para complicado, mas não é! Você pode pagar o ônibus na hora, em dinheiro mesmo. Sempre confirme se o motorista vai até a vinícola e avise que precisa descer lá). Para me sentir mais segura, fui acompanhando com GPS no celular. O ônibus para quase em frente à vinícola, um pouco depois. Para voltar à estação, basta atravessar a rua e pegar o mesmo ônibus (não tem ponto, é só dar sinal com a mão mesmo).

Cajón del Maipo/ Embalse el Yeso


Outro passeio incrível é a visita ao Cajón del Maipo/ Embalse el Yeso, um cânion belíssimo no meio da Cordilheira dos Andes. O passeio mais tradicional sai de Santiago às 8 e volta às 16h. Além do passeio ao cânion, inclui um piquenique (com tábua de frios, patês e vinho), uma parada numa cascata e um intervalo para um lanche da tarde, num local que vende empanadas. A vista é incrível e a agência reserva um tempo para você caminhar no local. É recomendado levar filtro solar, água e pequenos lanches. A média de preço deste passeio é de 300 reais.
Eu contratei o passeio no Brasil e pesquisei muito a empresa, justamente para evitar problemas. Infelizmente, escolhi a Destino Chile, que me deixou na mão no dia. Trocaram meu passeio para uma empresa mais barata, cujo passeio teve durabilidade menor e piquenique inferior. Não me avisaram e não responderam whatsapp. Também perdi dinheiro, pois o passeio dessa outra empresa era 60 reais mais barato. Não recomendo a Destino Chile de jeito nenhum! Como eu já estava lá, consegui aproveitar, mas foi realmente uma sacanagem. 
Embalse el Yeso
Uma possibilidade é conciliar este passeio com as águas termais (dizem que a melhor é a Baños Colina, que também é a mais comum entre as agências). Parece ser bem legal, mas me pareceu meio corrido: como primeira visita, preferi apenas a visita ao cânion.
Um cuidado: a época adequada para visita é de novembro a abril. A estrada (que já é arriscada) fica super perigosa no inverno (algumas empresas fazem o passeio mesmo assim, mas realmente não é recomendado).

Não deixe de conhecer Valparaíso e Viña del Mar! São sensacionais. Se você gostar de lugar histórico (como eu), recomendo que fique hospedado pelo menos dois dias em Valparaíso. Mas os detalhes ficam para outro post!

- Dica extra: Escolha o lado esquerdo do avião (poltrona A), tanto na ida, quanto na volta. Dessa forma, você poderá apreciar os Andes durante o voo. Quando vi esta recomendação, achei estranho ir e voltar do mesmo lado do avião com a mesma vista, mas fiz isso e deu certo (fui com a Latam).

- Quantos dias ficar: Eu fiquei sete dias (só na capital) e teria ficado mais! A cidade é incrível, repleta de atrações dos mais diversos tipos. Algumas agências de viagem vendem pacotes de 3 dias, mas acho loucura querer conhecer uma cidade tão atrativa em tão pouco tempo! Indico, ao menos, cinco dias.



Igreja de São Domingo
- Onde ficar: Existem diversas opções interessantes! Tudo depende do seu perfil como viajante. Gostei muito da região que escolhi nas duas viagens que fiz à capital: o bairro Bellas Artes - charmoso e perto de tudo. Próximo dali, a alguns minutos de caminhada, está a microrregião lindíssima chamada Lastarria que, como comentei, me deixou apaixonada. Bellavista é um dos bairros mais badalados no âmbito turístico, pela quantidade de hotéis, restaurantes e bares. Também parece ser uma boa opção! Outra possibilidade é o bairro Providencia, que também é repleto de bares, restaurantes e relativamente central. El Golf e Las Condes são bairros luxuosos (e, obviamente, mais caros) e distantes do centro (como eu prefiro ficar sempre em áreas mais centrais, descartei rapidinho). O que eu indico sempre é: fique perto de uma estação de metrô! Dica básica para qualquer grande cidade. Eu fiquei a poucos metros da estação Bellas Artes - numa localização onde era possível caminhar até o centro - e foi perfeito. Não recomendo ficar na região do centro, pois está perigoso à noite.

- Transporte: Como eu estava em região central, acabei fazendo algumas coisas à pé mesmo. Mas o metrô funciona muitíssimo bem! Para conhecer algumas regiões mais distantes e me deslocar para o terminal, por exemplo, utilizei o metrô e foi ótimo. Também tem a opção de utilizar ônibus, mas aí você precisa adquirir um cartão conhecido como tarjeta bip. É vendido em estações de metrô e alguns comércios. Como metrô funcionou super bem para mim, nem utilizei ônibus. Cuidado com os táxis: um dos poucos "perigos" da cidade são os taxímetros adulterados (os relatos são inúmeros). Normalmente evito usar carro de aplicativo, mas no caso de Santiago, é mais indicado que o táxi.
Paila Marina do Mercado Central

- Como chegar: se vier de outro país, provavelmente, você desça no aeroporto (que fica na região metropolitana) ou no Terminal Santiago (também chamado de Terminal Sur). Este terminal rodoviário fica ao lado do Terminal Alameda, que é menor e possui rotas para o litoral e sul do Chile. Cuidado para não confundir! Ambos ficam próximos da estação de metrô Universidad de Santiago. Além destes dois terminais, há o Pajaritos (que, assim como o Alameda, atende o litoral, com rotas como Valparaíso e Viña del Mar) e o San Borja (Estação Central), aquele que é utilizado para chegar na Vinícola Undurraga, por exemplo.


Bolsa de Comércio
- Transporte para sair do aeroporto: como em qualquer lugar, existem as possibilidades clássicas de pegar um táxi ou transfer. Mas existem duas opções ótimas de ônibus, que são super fáceis de usar: Centropuerto e Turbus. Assim que você desembarca, basta seguir até a saída 4 e 5 e já conseguirá encontrar o guichê, não tem erro. Eu optei pelo Centropuerto e desci ao lado da estação de metrô Los Héroes, no ponto final do ônibus. De lá, você pode "continuar" o trajeto de metrô (baixe o mapa aqui!) até o hotel. Comprei a passagem na hora mesmo e custou em torno de 20 reais (ida e volta).

- Moeda: A moeda oficial é o peso chileno. Assim como em outras capitais latinas, muitos locais aceitam reais ou (principalmente) dólares. Sei que algumas pessoas levam dólares para trocar lá, mas (pelo menos na época que fui) trocar reais ou dólares era equivalente (clique aqui para ter uma referência atualizada). Eu comprei pesos no Brasil apenas para o ônibus, metrô e alguma eventual emergência. Quando fui em 2013, todo o dinheiro que pretendia gastar na viagem, eu levei em reais mesmo. Eu troquei na JM Câmbios, que fica na Augustinas, rua repleta de casas de câmbio (vale a pena caminhar umas duas ou três quadras para comparar a cotação). Já na minha última ida, levei uma parte em reais e outra parte no cartão Wise, que é super prático para viagens internacionais. Em ambas as idas, também levei cartão de crédito, sempre vale a pena para possíveis imprevistos.

Vista dos Andes no Cerro Santa Lucía
- Locais: Como vocês viram, tem muita coisa para fazer. Não deixe de caminhar pelo centro e conhecer, ao menos, uma vinícola. Recomendo conhecer os cerros, o bairro Lastarria e a casa do Pablo Neruda (La Chascona)! Eu também iria em, pelo menos, um museu e uma vinícola (duas coisas que não faltam por lá).

- Cuidados: A região turística (Bellas Artes, Bellavista, Providencia...) é super segura. O único golpe relativamente comum é de alguns taxistas, que utilizam taxímetro adulterado, como comentei. Já a região do centro não é recomendada à noite, infelizmente está bastante descuidada.

Jantar no Lucía, bar-restaurante situado em Lastarria
- Culinária: A culinária é excelente! Come-se muitíssimo bem por lá. Aproveite para provar as empanadas (a mais tradicional é de pino, que leva carne, ovos e temperos) e pratos com frutos do mar. Há também pratos com carne, como o pastel de choclo (que é uma espécie de "escondidinho" de milho) e a cazuela (um ensopado). Ah! E se você, como eu, ama café colombiano, aproveite para ir ao Juan Valdéz! Tem um no centro (dentro de um banco) e outro na Providencia. Também super recomendo o Retaurante Galindo, fui mais de uma vez e sempre está tudo muito bom.


Degustação na Concha y Toro
- Preços: É uma cidade bastante cara para comer. Em um restaurante relativamente simples, você vai gastar uns 60 reais numa refeição rápida, num menu executivo de almoço (que geralmente inclui um prato, uma bebida e, às vezes, uma entradinha). Em um restaurante um pouco mais "bonitinho", cheguei a pagar 60 reais só num petisco (bem pequeno, por sinal) com taça de vinho. Ou seja, se quiser comer bem, prepare-se para gastar uns 80-100 reais na refeição (por pessoa). Caso opte pelos restaurantes renomados, coloque, no mínimo, uns 180 reais no orçamento. O caranguejo gigante (centolla) do Donde Augusto, que é o mais famoso, custa a partir de 50000 pesos (290 reais). Imagine com entrada, bebida e taxa? Realmente, a cidade é caríssima para comer. Curiosamente, o plano de internet que contratei (da empresa WOM) foi muito barato, equivalente ao preço de uma taça de vinho (!) de um restaurante. O transfer do aeroporto ao centro também foi barato (aproximadamente 10 reais por trecho). Uma coisa que vale muito a pena é comprar vinhos no mercado, para trazer na mala! Os preços são excelentes. Em relação à hospedagem, é mais ou menos a média de preço de qualquer grande cidade: é possível reservar uma cama em quarto coletivo de hostel por uns 90 reais (por pessoa) ou um quarto duplo de hotel a partir de uns 220 reais. Uma dica é pagar a hospedagem em dólares, o que faz com que você fique isento do imposto IVA de 19%, que é agregado ao valor das diárias. (Sim, basta pagar com dólares e você consegue o desconto! Lembrando que vale somente para hospedagem.)

10 de setembro de 2018

Paraty - Brasil

Localizada entre São Paulo e Rio de Janeiro, Paraty é prestigiada pela combinação de cachoeiras e arquitetura colonial. A cidade também é um destino cultural e abriga diversos festivais, entre eles o Festival Internacional de Cinema de Paraty e a Festa Literária Internacional de Paraty.
Por ter um centro histórico, vale a pena aproveitar algumas horas (ou dias!) entre os charmosos casarões coloniais. Além de ateliês artísticos e lojas de artesanato, o local reúne diversos bares e restaurantes, fazendo com que seja imperdível durante a noite. Recomendo passar o final de tarde na região, seja para jantar, tomar alguma coisa ou simplesmente apreciar a paisagem. Por gostar de locais históricos e cachaça artesanal, eu fui todas as noites.
Paraty foi a região mais importante de produção de cachaça no Brasil Colônia, sendo - até hoje - renomada por sua produção. Como não poderia ser diferente, um dos grandes atrativos da região são os passeios em alambiques. Os bares, naturalmente, comercializam as cachaças locais, mas a experiência de conhecer o processo de produção é única. E além de mostrar um pouco da história e produção da bebida, os alambiques geralmente incluem pequenas degustações! Vale muitíssimo a pena. Conheci as cachaçarias Paratiana e Engenho D'Ouro, ambas super premiadas. 

Fiz o passeio conciliado com o famoso tour de jeep pelas cachoeiras! Esse é um dos passeios mais disputados de Paraty, que - além das cachaças e arquitetura - também é conhecida pelas cachoeiras. A rota passa pela Cachoeira da Pedra Branca, Cachoeira da Usina (que já foi cenário de novelas e filmes) e Cachoeira do Tobogã/ Poço do Tarzan (ponto de parada para o almoço). São belíssimas! Não me recordo o nome da empresa que contratei, mas diversas agências oferecem.
Outro passeio bastante conhecido na região é o tour de escuna pelas praias. Os barcos - que oferecem almoço incluso, bebidas e música ao vivo - passeiam entre as principais ilhas e praias da região, como a Praia Vermelha e a Ilha Comprida. O passeio é legal, mas a região não é tão bonita quanto as fotos prometem. Porém, não deixa de ser um destino menos interessante por contato disso. (Tem quem goste, mas considero que há melhores opções no Rio de Janeiro.) Se quiser curtir uma orla bonita em menos de 40 minutos, vá para Trindade!
Independente das praias, vale a visita em Paraty, por conta de suas cachoeiras, arquitetura, história e alambiques! 


- Quantos dias ficar: Fiquei lá por cinco dias. Geralmente eu saio das cidades achando que não foi tempo suficiente, mas lá sobrou! Eu ficaria por três dias, utilizando um dia para Trindade e dois para Paraty.

- Onde ficar: Recomendo ficar no centro histórico: pertinho de restaurantes, atrações turísticas e de fácil acesso para passeios. Eu fiquei nessa região e realmente indico! É a melhor opção para quem quer conhecer a região de maneira mais prática. Também é possível optar por algum hotel mais afastado, se a intenção for economizar - mas lembre-se que, dessa forma, você vai depender de táxi o tempo todo.

- Transporte: A cidade é bem pequena, dá para fazer tudo a pé. No caso das cachoeiras e praias, recomendo os passeios de jeep e barco, que comentei acima.

- Como chegar: Do Rio de Janeiro ou São Paulo, é possível acessar a cidade de carro ou ônibus. A rodoviária de Paraty é bem central: se estiver hospedado no centro histórico, é possível caminhar ou pegar um táxi até o hotel/ pousada.

- Moeda: Utilizei somente dinheiro e cartão, mas tem muitos estrangeiros no local, então acredito que seja possível negociar em dólares ou outras moedas. Cuidado: alguns dos passeios passam por locais onde não aceitam cartão! No caso de passeio de barco ou rota das cachoeiras, leve dinheiro em espécie.

- Locais: O melhor passeio é a rota das cachoeiras, mas é interessante tirar um dia também para dar uma volta no centro histórico. Como comentei, não gostei muito tanto do passeio de barco, mas também é uma opção, afinal as praias são famosas. Se tiver tempo, dê uma passada na vila de Trindade!


- Cuidados: Dentro da região turística, é bem tranquilo, inclusive à noite.

- Culinária: Como na maioria das cidades litorâneas, come-se muito peixe e camarão. O centrinho reúne diversos restaurantes e o meu preferido foi o Restaurante do Hiltinho, localizado bem na área histórica.

- Preços: Achei a cidade bem cara, principalmente para comer. Um prato individual custa em média 70-80 reais (sem entradas, taxas ou bebidas). Existem hotéis de diferentes faixas de preço, mas nada muito barato.

15 de julho de 2016

Salvador - Brasil


Salvador, antiga capital do Brasil colônia, é um dos destinos mais incríveis do nordeste brasileiro. O local exala história e cultura, mesclando arquitetura colonial com paisagens sensacionais. Além disso, as pessoas que moram na capital geralmente são incrivelmente receptivas e solidárias (os motoristas, literalmente, param o trânsito para você atravessar a rua, por exemplo), o que é um grande diferencial para mim.

Pelourinho

Casa Jorge Amado
Um dos bairros principais da cidade é o Pelourinho, sendo que sua parte turística vai do Largo do Pelourinho até a Igreja de São Francisco. A região sempre vai carregar o peso de ter sido um local de tortura de escravos, mas felizmente as marcas desse período sombrio estão cada vez menores. Considerado patrimônio histórico pela UNESCO, a área se destaca pelas construções lindíssimas e pela quantidade de espaços históricos e culturais. Recomendo a Casa Jorge Amado, local que busca preservar a história e memória do autor. Além da parte do museu, há um café, ótimo para dar uma pausa no passeio.

Igreja de São Francisco
Durante a noite, recomendo dar uma olhada nos eventos que acontecem por lá. Vi uma apresentação de música e dança no Solar Ferrão e foi super legal, então veja a agenda cultural. O local também é famoso por abrigar os ensaios do Olodum, bloco musical conhecido nacionalmente. 

Algumas quadras daqui, não deixe de conhecer o Templo do Santíssimo Sacramento (fica na Rua do Passo), que foi cenário do filme "O Pagador de Promessas". Lindíssimo!

Igreja do filme "O Pagador de Promessas"
Ainda na região, conheça o Elevador Lacerda, que liga a cidade alta e baixa e tem uma vista super legal da Baía de Todos os Santos. Ao lado, está o mercado municipal, cheio de lojas e restaurantes.
Para encontrar todos esses lugares, a melhor maneira é perguntar mesmo. Salvador é super antiga, as ruas não são retas, então tentar fazer tudo só com o mapa é praticamente impossível. Inclusive, a numeração das construções de lá nem sempre seguem uma ordem exata: pode acontecer de você estar numa rua e você encontrar uma “casa nº120” ao lado da “74”. Algumas pessoas contratam tour para chegar no Pelourinho, mas – se gostar da parte histórica, como eu – recomendo que vá por conta (durante o dia, de ônibus e à noite, táxi). Porém, se não fizer tanta questão de conhecer os museus e igrejas durante um período maior, talvez o tour seja uma opção mais prática.

Vista do Elevador Lacerda
Apresentação no Sollar Ferrão
Prepare-se para uma abordagem intensa de vendedores. Eles são insistentes, então se não quiser comprar nada, fale de primeira. Muitos amarram as famosas fitas do Bonfim no seu braço e isso, de fato, não tem custo, mas eles sempre tentam vender alguma coisa em seguida. Enfim, obviamente não precisa ser grosso, mas se não quiser comprar nada, fale de primeira. Outro aviso importante para a região: tirar uma foto com baianas de roupas típicas é caríssimo. Elas te chamam e falam que não há um valor fixo, mas demos 20 reais por pessoa e elas fizeram cara feia, então...

Praia da Barra
Não podemos esquecer, claro, das praias lindas da cidade. A principal delas é a Praia da Barra, famosa pelo pôr-do-sol (um dos mais comentados do país, aliás). Lá está localizado o farol mais famoso do nordeste e uma das vistas mais bonitas da região (primeira foto do post). Recomendo dar a volta no local, a paisagem é linda. Algumas pessoas ficam no gramado da frente para contemplar o mar. Acabei não subindo no farol, mas acho que vale a pena. Assim como qualquer lugar turístico da capital, o local também é repleto de vendedores. A praia de lá é super agradável e limpa, mas é bom ter cautela com o mar, pois as ondas são fortes.

Farol da Barra
Por ser uma região movimentada e turística, a Barra reúne um complexo de lojas, restaurantes e hotéis. Enfim, por ali tem muito o que fazer. Dá para aproveitar a gastronomia, as paisagens ou simplesmente ficar curtindo a praia. Tem gente que conhece a Barra correndo numa tarde, mas dá para passar uns dois ou três dias por ali (fácil!), principalmente se a intenção for descansar.

Existem outros locais bonitos da orla, como Ondina e Amaralina. No entanto, não vi ninguém entrando no mar dessas outras duas praias (acredito que seja pelas ondas muito fortes), então a melhor opção central é a Barra. Fora do circuito central, ao norte (praticamente no município de Lauro de Freitas), está a Praia do Flamengo. O lugar é lindíssimo e possui estrutura para receber turistas, como restaurantes e aluguel de cadeiras. Recomendo passar o dia! Cheguei de ônibus e fui super tranquilo. Como disse, é só pedir informação: as pessoas, com certeza, vão ajudar. Por falar em praia, recomendo muitíssimo a Praia do Forte. Fica a menos de duas horas da capital e considero a mais incrível do estado. (Confira as dicas aqui!)

Praia do Flamengo
No mais, recomendo que conheça o Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade, famoso pelo acarajé da Dinha (que também tem um restaurante ótimo a alguns metros da barraca) e pela colônia de pescadores. O local é repleto de barzinhos, muito bom para aproveitar o final da tarde e noite soteropolitana. Se quiser provar comidas de rua, almoce no Mercado do Peixe. Achei tudo meio improvisado, mas ainda assim, se quiser comer um sarapatel sem frescuras, vale a visita. Nesse mesmo bairro é também onde se comemora a tradicional Festa de Iemanjá - no dia 2 de fevereiro -, que parece ser linda.
Em suma, a capital baiana é uma reunião de memória histórica, sabores marcantes e paisagens incríveis. Uma viagem para ficar nas lembranças de qualquer um!

Praia da Barra
- Quantos dias ficar: Fiquei sete noites e não vi tudo. Além de Salvador ser repleta de atrativos, as praias dos arredores são incríveis.

- Onde ficar: Como em qualquer capital, há opções para todos os bolsos e gostos, mas Salvador tem tantos atrativos que eu não recomendaria um resort ou hotel tão caro. Eu fiquei num hotel em Amaralina e achei ótimo, mas também parece muito bom ficar hospedado na Barra. Muitos dos comércios e ônibus se guiam pela Avenida Oceânica, então é uma boa maneira de buscar uma localização interessante.


Praia do Flamengo
- Transporte: Salvador é enorme, então você vai usar muito ônibus e muito táxi. Usei os dois e não tive nenhum problema, o pessoal de lá é muito hospitaleiro e informa certinho como chegar nos lugares. 

- Como chegar: O aeroporto é o principal meio que conecta a capital baiana às outras regiões do país. Fica um pouco distante das áreas turísticas, então vale a pena pegar um táxi ou transfer (não sei se tem ônibus saindo de lá ou não). Se vier pela rodoviária, já estará numa área mais central da cidade - e de lá tem ônibus que vão para outros bairros da cidade.


Pelourinho
- Locais: Conheça o Pelourinho, Barra e Rio Vermelho à noite. Também recomendo muito que conheça a Praia do Forte, que fica ao norte da capital.

- Cuidados: Não dá para bobear. À noite a cidade é perigosa, especialmente o centro. No Pelourinho, as pessoas não aconselham que você ande fora da rota principal, mesmo durante o dia (não sei se é tão perigoso assim, mas sempre é bom ouvir os moradores). Ouvi também relatos de assaltos na Barra. Sempre ando muito a pé ou de ônibus nas viagens que faço, mas em Salvador aconselho que você pegue táxi.

- Culinária: Para mim, a culinária baiana é sensacional, uma das melhores do país. A comida é forte e muito saborosa: dendê, leite de coco, peixe, camarão, moqueca e vatapá. O restaurante que mais frequentei durante a minha estadia foi o Caranguejo do Sergipe (é uma rede, mas em todas as vezes fui na unidade da Barra). O atendimento é ótimo, tudo é bem apetitoso (além do caranguejo, indico o siri) e fica praticamente na praia (é só
Bobó de Camarão - Casa da Dinha
atravessar a avenida). Também indico a Casa da Dinha (Rio Vermelho), que tem o melhor bobó de camarão que comi e o Ki Mukeka (Pituba), que oferece opções deliciosas. E claro, não deixe de provar os acarajés e doces baianos pelas ruas da cidade.

- Preços: Hospedagem varia muito de preço, você pode pagar 60 reais num hostel ou 800 num resort. Em relação à comida, prepare-se. Você não vai encontrar um restaurante na rota turística por menos de 50 reais (só o prato) por pessoa. Conhecemos uma pessoa de lá e até ela mesma comentou que o custo de vida na cidade é bem alto.

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