15 de julho de 2016

Salvador - Brasil


Salvador, antiga capital do Brasil colônia, é um dos destinos mais incríveis do nordeste brasileiro. O local exala história e cultura, mesclando arquitetura colonial com paisagens sensacionais. Além disso, as pessoas que moram na capital geralmente são incrivelmente receptivas e solidárias (os motoristas, literalmente, param o trânsito para você atravessar a rua, por exemplo), o que é um grande diferencial para mim.

Pelourinho

Casa Jorge Amado
Um dos bairros principais da cidade é o Pelourinho, sendo que sua parte turística vai do Largo do Pelourinho até a Igreja de São Francisco. A região sempre vai carregar o peso de ter sido um local de tortura de escravos, mas felizmente as marcas desse período sombrio estão cada vez menores. Considerado patrimônio histórico pela UNESCO, a área se destaca pelas construções lindíssimas e pela quantidade de espaços históricos e culturais. Recomendo a Casa Jorge Amado, local que busca preservar a história e memória do autor. Além da parte do museu, há um café, ótimo para dar uma pausa no passeio.

Igreja de São Francisco
Durante a noite, recomendo dar uma olhada nos eventos que acontecem por lá. Vi uma apresentação de música e dança no Solar Ferrão e foi super legal, então veja a agenda cultural. O local também é famoso por abrigar os ensaios do Olodum, bloco musical conhecido nacionalmente. 

Algumas quadras daqui, não deixe de conhecer o Templo do Santíssimo Sacramento (fica na Rua do Passo), que foi cenário do filme "O Pagador de Promessas". Lindíssimo!

Igreja do filme "O Pagador de Promessas"
Ainda na região, conheça o Elevador Lacerda, que liga a cidade alta e baixa e tem uma vista super legal da Baía de Todos os Santos. Ao lado, está o mercado municipal, cheio de lojas e restaurantes.
Para encontrar todos esses lugares, a melhor maneira é perguntar mesmo. Salvador é super antiga, as ruas não são retas, então tentar fazer tudo só com o mapa é praticamente impossível. Inclusive, a numeração das construções de lá nem sempre seguem uma ordem exata: pode acontecer de você estar numa rua e você encontrar uma “casa nº120” ao lado da “74”. Algumas pessoas contratam tour para chegar no Pelourinho, mas – se gostar da parte histórica, como eu – recomendo que vá por conta (durante o dia, de ônibus e à noite, táxi). Porém, se não fizer tanta questão de conhecer os museus e igrejas durante um período maior, talvez o tour seja uma opção mais prática.

Vista do Elevador Lacerda
Apresentação no Sollar Ferrão
Prepare-se para uma abordagem intensa de vendedores. Eles são insistentes, então se não quiser comprar nada, fale de primeira. Muitos amarram as famosas fitas do Bonfim no seu braço e isso, de fato, não tem custo, mas eles sempre tentam vender alguma coisa em seguida. Enfim, obviamente não precisa ser grosso, mas se não quiser comprar nada, fale de primeira. Outro aviso importante para a região: tirar uma foto com baianas de roupas típicas é caríssimo. Elas te chamam e falam que não há um valor fixo, mas demos 20 reais por pessoa e elas fizeram cara feia, então...

Praia da Barra
Não podemos esquecer, claro, das praias lindas da cidade. A principal delas é a Praia da Barra, famosa pelo pôr-do-sol (um dos mais comentados do país, aliás). Lá está localizado o farol mais famoso do nordeste e uma das vistas mais bonitas da região (primeira foto do post). Recomendo dar a volta no local, a paisagem é linda. Algumas pessoas ficam no gramado da frente para contemplar o mar. Acabei não subindo no farol, mas acho que vale a pena. Assim como qualquer lugar turístico da capital, o local também é repleto de vendedores. A praia de lá é super agradável e limpa, mas é bom ter cautela com o mar, pois as ondas são fortes.

Farol da Barra
Por ser uma região movimentada e turística, a Barra reúne um complexo de lojas, restaurantes e hotéis. Enfim, por ali tem muito o que fazer. Dá para aproveitar a gastronomia, as paisagens ou simplesmente ficar curtindo a praia. Tem gente que conhece a Barra correndo numa tarde, mas dá para passar uns dois ou três dias por ali (fácil!), principalmente se a intenção for descansar.

Existem outros locais bonitos da orla, como Ondina e Amaralina. No entanto, não vi ninguém entrando no mar dessas outras duas praias (acredito que seja pelas ondas muito fortes), então a melhor opção central é a Barra. Fora do circuito central, ao norte (praticamente no município de Lauro de Freitas), está a Praia do Flamengo. O lugar é lindíssimo e possui estrutura para receber turistas, como restaurantes e aluguel de cadeiras. Recomendo passar o dia! Cheguei de ônibus e fui super tranquilo. Como disse, é só pedir informação: as pessoas, com certeza, vão ajudar. Por falar em praia, recomendo muitíssimo a Praia do Forte. Fica a menos de duas horas da capital e considero a mais incrível do estado. (Confira as dicas aqui!)

Praia do Flamengo
No mais, recomendo que conheça o Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade, famoso pelo acarajé da Dinha (que também tem um restaurante ótimo a alguns metros da barraca) e pela colônia de pescadores. O local é repleto de barzinhos, muito bom para aproveitar o final da tarde e noite soteropolitana. Se quiser provar comidas de rua, almoce no Mercado do Peixe. Achei tudo meio improvisado, mas ainda assim, se quiser comer um sarapatel sem frescuras, vale a visita. Nesse mesmo bairro é também onde se comemora a tradicional Festa de Iemanjá - no dia 2 de fevereiro -, que parece ser linda.
Em suma, a capital baiana é uma reunião de memória histórica, sabores marcantes e paisagens incríveis. Uma viagem para ficar nas lembranças de qualquer um!

Praia da Barra
- Quantos dias ficar: Fiquei sete noites e não vi tudo. Além de Salvador ser repleta de atrativos, as praias dos arredores são incríveis.

- Onde ficar: Como em qualquer capital, há opções para todos os bolsos e gostos, mas Salvador tem tantos atrativos que eu não recomendaria um resort ou hotel tão caro. Eu fiquei num hotel em Amaralina e achei ótimo, mas também parece muito bom ficar hospedado na Barra. Muitos dos comércios e ônibus se guiam pela Avenida Oceânica, então é uma boa maneira de buscar uma localização interessante.


Praia do Flamengo
- Transporte: Salvador é enorme, então você vai usar muito ônibus e muito táxi. Usei os dois e não tive nenhum problema, o pessoal de lá é muito hospitaleiro e informa certinho como chegar nos lugares. 

- Como chegar: O aeroporto é o principal meio que conecta a capital baiana às outras regiões do país. Fica um pouco distante das áreas turísticas, então vale a pena pegar um táxi ou transfer (não sei se tem ônibus saindo de lá ou não). Se vier pela rodoviária, já estará numa área mais central da cidade - e de lá tem ônibus que vão para outros bairros da cidade.

Pelourinho
- Locais: Conheça o Pelourinho, Barra e Rio Vermelho à noite. Também recomendo muito que conheça a Praia do Forte, que fica ao norte da capital.

- Cuidados: Não dá para bobear. À noite a cidade é perigosa, especialmente o centro. No Pelourinho, as pessoas não aconselham que você ande fora da rota principal, mesmo durante o dia (não sei se é tão perigoso assim, mas sempre é bom ouvir os moradores). Ouvi também relatos de assaltos na Barra. Sempre ando muito a pé ou de ônibus nas viagens que faço, mas em Salvador aconselho que você pegue táxi.

- Culinária: Para mim, a culinária baiana é sensacional, uma das melhores do país. A comida é forte e muito saborosa: dendê, leite de coco, peixe, camarão, moqueca e vatapá. O restaurante que mais frequentei durante a minha estadia foi o Caranguejo do Porto (é uma rede, mas em todas as vezes fui na unidade da Barra). O atendimento é ótimo, tudo é bem apetitoso (além do caranguejo, indico o siri) e fica praticamente na praia (é só
Bobó de Camarão - Casa da Dinha
atravessar a avenida). Também indico a Casa da Dinha (Rio Vermelho), que tem o melhor bobó de camarão que comi e o Ki Mukeka (Pituba), que oferece opções deliciosas. E claro, não deixe de provar os acarajés e doces baianos pelas ruas da cidade.

- Preços: Hospedagem varia muito de preço, você pode pagar 60 reais num hostel ou 800 num resort. Em relação à comida, prepare-se. Você não vai encontrar um restaurante na rota turística por menos de 50 reais (só o prato) por pessoa. Conhecemos uma pessoa de lá e até ela mesma comentou que o custo de vida na cidade é bem alto.

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