3 de setembro de 2013

Montevidéu - Uruguai

Plaza Fuerte



Praça da Independência e Palácio Salvo
Capital uruguaia, Montevidéu é uma cidade super bonita e calma. Conhecida pelas construções históricas e por ser um pólo gastronômico para carnívoros, a cidade destaca-se pela sua segurança, tranquilidade e atividades culturais. Outro ponto super positivo é a hospitalidade dos uruguaios, que não exitam em conversar e dar informações para os viajantes.

Quando visitei a cidade pela primeira vez, em 2011, fiquei hospedada na região do Palácio Legislativo. Região, aliás, que não recomendo para hospedagem: apesar de ser possível caminhar tranquilamente até o centro, não tem muita opção de restaurante ou de pontos turísticos. Em 2015, fiquei na Ciudad Vieja, o centro histórico da cidade, que é lindo e cheio de coisas pra fazer. Bem melhor!

Chafariz dos cadeados
No centro, sugiro caminhar pela região da 18 de Julho (a principal avenida da cidade), onde você encontrará algumas construções lindas, pracinhas com feiras, além de pontos turísticos como o Chafariz de Cadeados, que serve de base para muitos cadeados com iniciais de casais do mundo inteiro. Super bonito! 

Destacam-se, na região, a Praça da Independência, que é a principal referência geográfica do centro e é onde está situado o Palácio Salvo, o cartão postal da cidade, que é impressionante! Bem perto de lá, está o Teatro Solis, que tem uma fachada muito interessante. Acabei não fazendo a visita guiada, mas parece valer a pena! Também gostei muito da Praça Forte/ Plaza Fuerte (primeira foto do post), que tem um chafariz incrivelmente lindo e uma feirinha super legal. Visitei nas duas vezes que fui! No entorno de ambas, é possível apreciar prédios bonitos. Imperdível para quem gosta de arte e arquitetura.

Prédio próximo à praça da
Independência
Vale a pena conhecer todo o centro com calma e tirar pelo menos dois dias para andar por lá. Na região, há algumas lojas de artesanato, pequenas feiras, sebos, museus (geralmente com entradas gratuitas), além de diversos restaurantes e cafés. Tudo é muito próximo e fácil de achar. A Ciudad Vieja é incrível e, sem dúvida, foi meu lugar preferido!

Ainda no centro, na Av 18 de Julho, fica o Museu do Azulejo, um prato cheio para quem (como eu) gosta de artes, cultura e design. O local reúne peças de todos os países e épocas imagináveis! É o maior museu do ramo na América Latina. A entrada é franca e fui extremamente bem atendida. O responsável pelo local mostrou todas as salas e chegou até a perguntar se eu precisava usar o telefone para retornar uma ligação (ele percebeu que atendi um telefonema e a ligação caiu)! Os funcionários foram muito solícitos.

Aliás, os uruguaios são muito queridos e atendem super bem! Até no meio da rua, você consegue informações facilmente: mesmo sem saber espanhol, as pessoas geralmente fazem o possível para ajudar. Bem diferente de Curitiba.
Preparação da parrillada do Mercado do Porto
Para almoçar, indico o Mercado do PortoSe estiver no centro, caminhe até o local, pois o mercado faz parte da rota histórica (ou seja, fica bem perto da maioria dos hotéis do centro) e as paisagens são bem interessantes. Os restaurantes do mercado servem a melhor parrillada (churrasco uruguaio) da cidade. Com certeza, foi a melhor refeição das duas viagens juntas que fiz para o Uruguai! As carnes são extremamente bem feitas, mas prepare-se para pagar realmente um preço turístico. Aproveite também para provar o medio y medio, uma mistura deliciosa de vinho branco seco e espumante. É uma das bebidas típicas, super saborosa.

Fonte no caminho para o Mercado
Aliás, não tem como falar da capital uruguaia sem mencionar mais algumas dicas gastronômicas!
Aproveite o café da manhã ou da tarde, para provar uma medialuna (espécie de croissant, típico do Uruguai e Argentina) e um alfajor (os melhores que já comi, diga-se de passagem). Escolha sempre os artesanais, de padarias regionais mesmo. Para mim, os doces uruguaios são um dos melhores da América Latina. Inclusive, no final da última viagem que fiz para lá, troquei todo o dinheiro que havia sobrado por doces! 

E não esqueça de provar um chivito! É um sanduíche muito comum por lá, com carne bovina, presunto, bacon, maionese, ovo e salada. Acho que os sanduíches brasileiros realmente ganham, de longe, dos lanches uruguaios e argentinos. Mas é aquela típica comida que "você tem que provar". São muito comuns hambúrgueres e o sanduíche "milanesa" que - como o nome diz - vem com o bife à milanesa, além de salada e queijo. Alguns lugares servem esse tipo de sanduíche até como almoço.


Vinho Castel Pujol, da uva Tannat
Recomendo também que tome alguns vinhos locais! Além de terem um preço bom (alguns chegam a ter praticamente o preço de uma garrafa de cerveja), são muito famosos na América do Sul. O engraçado é que alguns restaurantes têm quase o mesmo preço de vinho do mercado! Vale a pena trazer alguns vinhos Tannat para o Brasil: apesar da qualidade mudar um pouco pelo deslocamento da viagem, ainda é mais barato do que comprar aqui.

Parque Rodó
Em relação a pontos turísticos, indico também conhecer o Parque Rodó. Para quem está na região do Palácio ou do centro, a caminhada é longa, mas sempre considero que o melhor jeito de conhecer uma cidade é sempre a pé! O parque é enorme e super bonito, apesar de antigo. 
Como fui de manhã e no meio da semana, tinha pouquíssimas pessoas, mas o local é bem conhecido por lá. Em um dos cantos do parque tem um chafariz com vista para o mar! Lindo.
Playa Malvin e, ao fundo, Museo Zoológico
Andei também até a praia de Pocitos! São mais de 10 quilômetros de caminhada, mas tenho certeza que conheci locais que poucos turistas conhecem... E essa é a melhor parte!
É uma região bonita, nova e organizada, situada na orla e cheia de restaurantes e bares. Parece uma boa localização para hospedagem, principalmente se a sua prioridade for um local mais "badalado" e com boa gastronomia.
Na avenida principal, a Rambla Mahatma Gandhi, é possível visitar o Castillo Pittamiglio, mas é necessário agendar. Passei na frente e vi que a construção é bem menor do que parece nas fotos e, apesar de ter uma fachada bonita, o castelo está grudado com outros prédios. Aliás, um problema da cidade (como um todo) é que eles não dão um espaço de preservação da arquitetura do local: nem sempre há uma distância mínima no entorno de prédios antigos, para conservar. Uma pena.

Na mesma região, fui até o Museo Zoológico Larrañaga, entre a Playa Buceo e a Playa Malvin. Parece um castelo (foto acima) e o interior é bem diferente dos museus naturais tradicionais. Vale a pena a visita!

Palácio Salvo

- Quantos dias ficar: Contando com a chegada, fiquei só quatro dias na primeira vez que fui. Em 2015, fiquei uns cinco dias. Acredito que esse tempo seja ideal!

- Onde ficar: Como falei, sugiro Ciudad Vieja. Se quiser ficar próximo da praia ou de restaurantes mais famosos, dá para ficar em Pocitos.

- Transporte: Andei mais de uma vez de ônibus e não tive problemas, foi super fácil e os cobradores sempre auxiliam. Mas como a cidade é pequena, se tiver tempo e disposição, ande a pé!

- Como chegar: O meio mais prático é chegar pelo Aeroporto de Carrasco, mas do Rio Grande do Sul é tranquilo ir de ônibus. Se estiver em Buenos Aires e quiser esticar uns dias em Montevidéu, dá para pegar um barco! Essa rota eu ainda não fiz, mas parece ser um ótimo passeio.

- Moeda: Em algumas lojas ou feiras, eles aceitam dólares e reais. Mas a moeda oficial é o peso uruguaio. Troquei na rua e também em lojas de câmbio (são diversas e você pode pesquisar as cotações lá mesmo). Em relação à cartão, é possível utilizar em praticamente qualquer local.

Teatro Solis
- Locais: Recomendo conhecer as construções e praças da Ciudad Vieja (Plaza Fuerte, Palácio Salvo, Teatro Solis, museus...), assim como as lojas de artesanato e barracas de feira. Dá pra conhecer tudo a pé e foi a melhor parte! Vale passear também pela 18 de Julio e conhecer Pocitos. Recomendo muitissimo o Mercado del Puerto, as refeições são caras, mas vale a pena.

- Cuidados: Montevidéu é considerada uma das cidades mais seguras da América Latina. Os cuidados básicos valem para qualquer viagem, mas a cidade é tranquila. Se estiver sozinho, não recomendo andar à noite pelo centro, pois é bem vazio. No mais, o único lugar que me falaram para passar longe é a Fortaleza General Artigas (dizem que tem alguns assaltos).

- Culinária: O prato principal, obviamente, é carne. Mas você encontra várias opções em diversos pontos da cidade. O alfajor é imperdível, melhor que os argentinos. Tente provar os artesanais! Os queijos também são muito bons, não é à toa que o parmesão uruguaio é bem conhecido! E claro, não deixe de provar o famoso doce de leite.

- Preços: Na primeira vez que fui, era uma cidade barata para o turista. Voltei em 2015 e a moeda deles valorizou bastante, de maneira que as refeições passaram a ficar caríssimas para nós. Prepare-se para pagar 25 reais numa garrafa de cerveja e 80 reais num prato individual. No Mercado do Porto, a média de refeição é de 150 reais (somete o prato, para duas pessoas), mas, geralmente, a parrillada é composta só de carnes... Se pedir uma salada e uma batata para acompanhar e somar as bebidas e a gorjeta/ taxa, a conta vai, rapidamente, para uns 300 reais (duas pessoas). Ainda bem que ainda é possível encontrar bons preços em hospedagem!

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4 comentários:

  1. Muito boas dicas, adorei! você sabe de algum hostel bom na região central? obrigado!!

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    1. Olá! Eu não fiquei em hostel, mas tem um que se chama El Viajero que parece bom! Fica no centro histórico e tem muitos comentários positivos sobre ele nos guias de viagem. Acho que é uma boa opção!

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  2. Show o post! Um misto de relato com dicas sensacional hasuehauha :D Especialmente pelos feelings de zanzar e descobrir a cidade pouco a pouco a pé! (e com uma pitada especial dos comentários marcados com "strike"/tachado hahaha)

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    1. Oi Camilla, fico feliz que tenha gostado! Obrigada por acompanhar! :)

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